Apoio psicológico é essencial para a cura do cancro
2009-10-07
A pensar na melhoria da qualidade de vida dos doentes oncológicos, a Liga Portuguesa Contra o Cancro (LPCC) lançou, em parceria com a americana Amgen Foundation, o projecto “Living Longer and Better” (Viver Mais e Melhor). O objectivo é garantir apoio psicológico e emocional aos doentes oncológicos e familiares, antes, durante e após os tratamentos médicos.
“Um adequado acompanhamento psicológico e emocional, além de melhorar a qualidade de vida do doente, potencializar o processo de adesão terapêutica e minorar as taxas de somatização, reduz o tempo de recuperação e potencia a eficiência do seu sistema imunitário”, explica o presidente da LPCC, Vítor Veloso ao jornal Metro.
É por isso que este apoio “além de ser altamente desejável, deve constituir-se cada vez mais como uma prioridade terapêutica à semelhança do que já se verifica na maioria dos países desenvolvidos”, defende.
50 mil novos casos por ano
Em Portugal, são todos os anos diagnosticados cerca de 50 mil novos cancros. “Ao darmos apoio psicológico aos doentes e aos seus familiares, acredito que chegaremos, directa e indirectamente, a cerca de 150 mil pessoas por ano”, refere.
O projecto tem como objectivo formar grupos de auto-ajuda para prestar apoio psicológico através de psicoterapia individual, de grupo e de casal.
O serviço da LPCC é gratuito e pode ser solicitado, por enquanto, através dos números 225 492 423 (Porto) e 239 487 490 (Coimbra). Cada unidade de apoio psicológico vai contar com dez técnicos disponíveis para acompanhar o estado psicológico e emocional do doente ao longo das várias fases da doença.
Unidades móveis de psico-oncologia
Depois destas duas cidades, está prevista a criação a longo prazo de unidades móveis de psico-oncologia, tendo como objectivo a cobertura integral das populações mais isoladas. A LPCC pretende também chegar aos arquipélagos da Madeira e Açores, englobando Portugal continental e insular.
Embora esta seja uma preocupação actual em Portugal, é certo que nem todos os hospitais possuem os meios para fornecer o acompanhamento aos doentes.
“A existência desta preocupação por parte dos corpos dirigentes dos hospitais públicos portugueses é indesmentível, contudo, os meios disponíveis continuam a ser manifestamente escassos para fazer face às solicitações que são efectuadas”, conclui.
Fonte: POP